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Economia e Mercado

Casa anfíbia de madeira à prova de enchentes

A casa anfíbia será feita de madeira leve, com isolamento total da parte habitável, para impedir qualquer risco de que a água entre.

09/03/2012

A casa anfíbia será feita de madeira leve, com isolamento total da parte habitável, para impedir qualquer risco de que a água entre.


Casa anfíbia
Autoridades britânicas autorizaram a construção de uma casa anfíbia, projetada para ser imune a inundações.
A casa será apoiada em fundações fixas, mas, em caso de uma inundação, a construção inteira se erguerá e flutuará sobre a água.
Com isto, o Reino Unido segue um caminho já trilhado pela Holanda, cujas áreas sujeitas a inundações são muito maiores.


Jardim de alerta
Segundo os arquitetos do escritório Baca, responsável pelo projeto, a casa ficará apoiada entre quatro postes verticais permanentes, responsáveis também por manter a casa no lugar, evitando que ela saia flutuando durante a enchente.
A casa será feita de madeira leve, com isolamento total da parte habitável, para impedir qualquer risco de que a água entre.
O jardim funcionará como um sistema de alerta, com plataformas posicionadas em diferentes níveis, projetadas para inundar gradualmente e, assim, chamar a atenção dos moradores antes que a água chegue a um nível ameaçador.


Casas flutuantes
A maioria das pessoas já se "preocupa" com as mudanças climáticas, mas quase ninguém se "ocupa" delas, tentando antecipar-se a seus efeitos.

Uma grande exceção está em um grupo de pesquisadores da Holanda, um país com altíssima sensibilidade a qualquer elevação do nível das águas - não é por acaso que a região é conhecida como "Países Baixos".
A equipe apresentou os primeiros resultados práticos do seu projeto Floatec: "casas anfíbias", que podem flutuar no caso de uma cheia.
Não se trata de barcos-casas ou qualquer coisa semelhante. São casas visualmente normais, mas com uma fundação especial que as permite flutuar na ocorrência de uma cheia.
 
Fundação flutuante
As fundações começaram sendo feitas de múltiplas camadas de uma espuma plástica muito leve, por cima das quais é aplicado o concreto tradicional. A partir daí, a casa inteira é uma casa normal.
Na ocasião de uma enchente, a camada de plástico faz a casa inteira flutuar, como se fosse um barco, evitando que a água penetre e permitindo que a família permaneça em seu interior.
O protótipo funcionou bem, mas o projeto apresentava limitações de tamanho e peso máximos da casa, que, se não fossem respeitados, fariam com que a casa perdesse a flutuabilidade e afundasse.
O pesquisador Edwin Blom, coordenador do projeto, conta que foi encontrar a solução em uma empresa de nanotecnologia da Espanha, a Acciona Infrastructures, especializada no uso da nanotecnologia para a fabricação de compósitos - os chamados nanocompósitos.


Casa anfíbia com nanotecnologia

Os nanocompósitos já são usados pela indústria aeroespacial, mas o grupo teve que desenvolver uma solução mais barata.
O material básico é o EPS, ou poliestireno expandido, do mesmo tipo usado em embalagens.
O poliestireno modificado é inserido entre várias camadas de plástico e concreto, o que permite criar grandes estruturas de suporte, tão grossas quanto necessário para suportar a casa que se deseja construir.
Isso não apenas solucionou o problema da limitação do tamanho e peso, como reduziu o custo da casa anfíbia, cuja base flutuante agora é mais barata do que a solução inicial.
"Nós simplesmente não precisamos mais usar tanto material quanto usávamos. Blocos pequenos agora podem suportar grandes estruturas e, no fim, o custo da construção inteira foi reduzido," diz Blom, que já criou uma empresa, a Dura Vermeer, para comercializar a tecnologia das casas flutuantes.
 
Fonte: Inovação Tecnológica