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Materiais e Mão de obra

Construção amplia prática ambiental

Ainda que restritas às incorporações de alto padrão em razão dos custos, as práticas sustentáveis têm sido adotadas cada vez com mais frequência.

18/02/2013

Ainda que restritas às incorporações de alto padrão em razão dos custos, as práticas sustentáveis têm sido adotadas cada vez com mais frequência. Soluções sobre o que fazer com o lixo, reutilização de água para paisagismo e vasos sanitários, economia de energia e telhados verdes estão entre as medidas que começam a ganhar escala e se tornar viáveis nos canteiros de obra.

"Essa é uma mudança recente, que tem acontecido em decorrência da importância que as certificações ganharam nos empreendimentos corporativos. Isso começou a tomar uma proporção maior em 2008 e, a partir daí, com o aumento da demanda por tecnologias sustentáveis, também houve redução dos custos para o acesso a essas tecnologias", constata Hilton Rejman, diretor de Desenvolvimento da CCP - Cyrela Commercial Properties. Segundo Rejman, os locatários de espaços em prédios comerciais já dão preferência por instalar suas empresas em empreendimentos certificados e têm, cada vez mais, identificado mais vantagens nessa escolha. "Ainda esbarramos na questão do custo, que é mais alto em um prédio sustentável, mas acredito que em pouco tempo essa questão do preço vai se diluir e esses empreendimentos terão larga preferência em relação aos demais", diz.

Murilo Cerdeira, diretor-executivo da Brasilincorp, acredita que a tendência para a adoção de medidas que reduzam ao máximo o impacto ao meio ambiente pela construção veio para ficar. O executivo pondera, contudo, que, apesar de várias tecnologias já terem evoluído e se tornado mais acessíveis, ainda não é viável sua adoção em empreendimentos que não sejam de alto padrão. "Vamos caminhar para isso, mas seráum processo", diz. Cerdeira acrescenta ainda que, embora em diversas áreas haja práticas ambientalmente corretas, muitas outras ainda exigem aprimoramento para que todo o processo da construção seja sustentável. "Há necessidade de novas tecnologias ou de custos mais acessíveis, por exemplo, para reciclagem de elementos como gesso, graxa ou óleo", pondera.

Dentro do que está disponível, a Brasilincorp tenta utilizar a maioria dos recursos. Em um dos empreendimentos em fase de conclusão, localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo, várias dessas medidas são adotadas já pensando em novas possibilidades que poderão se tornar mais usuais na sociedade - entre elas, está a disponibilização de pontos com carregadores para carros e outros veículos leves movidos a eletricidade. O edifício terá uma estação de tratamento de água de reúso (lavatórios, chuveiros e condensação das máquinas de ar-condicionado) e das chuvas que atenderá em 100% a irrigação destas áreas. Além disso, o sistema de controle do ar-condicionado poderá enviar relatório de mau funcionamento por e-mail e o diagnóstico poderá ser feito online diretamente pelo fabricante. Toda a tubulação do sistema de ar-condicionado foi embalada para que não fosse contaminada por fungos e bactérias e proporcionar, assim, o máximo de conforto ambiental. Obras ainda não têm resposta ambientalmente correta para reciclagem de gesso, graxa ou óleo.

Fonte: Brasil Econômico