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A crise no setor de infraestrutura e como o governo pode ajudar

Muitas empresas – talvez possamos dizer a maioria delas – têm passado por grandes dificuldades diante da crise econômica que vivenciamos nos últimos meses e, é claro, não seria diferente com as organizações do setor de infraestrutura. As empresas nacionais vêm enfrentando muito obstáculos para se manter e retomar o crescimento. Com isso, como apenas

13/01/2017

Muitas empresas - talvez possamos dizer a maioria delas – têm passado por grandes dificuldades diante da crise econômica que vivenciamos nos últimos meses e, é claro, não seria diferente com as organizações do setor de infraestrutura. As empresas nacionais vêm enfrentando muito obstáculos para se manter e retomar o crescimento. Com isso, como apenas algumas das consequências, obras ficam paralisadas e profissionais sem emprego.

Diante desse cenário, o que o governo federal tem feito e poderá fazer para ajudar? No final de janeiro deste ano, houve um encontro com o objetivo de esclarecer propostas para essa finalidade. A reunião aconteceu na sede da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em Brasília, e contou com diversos empresários da área de infraestrutura, como o secretário Hailton Madureira de Almeida, da Secretaria de Desenvolvimento e Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, que apontou iniciativas de ações do governo que poderão implicar no reaquecimento do mercado ainda em 2017.

Essas ações apresentadas, segundo o presidente da Comissão de Obras Públicas, Privatizações e Concessões (COP) da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge, tem o objetivo de reaquecer o setor. Segundo Lima Jorge, a COP tem desenvolvido um intenso trabalho em conjunto com a Secretaria do Programa de Investimento de Infraestrutura (PPI) com relação à preocupação constante do setor com a possibilidade de participação das médias empresas, mas sem se esquecer das incontáveis obras paralisadas, semiparalisadas ou a passos lentos em todo o país.

Uma das medidas informadas está relacionada com a retomada de cerca de 1600 obras, com valores que variam de R$ 500 mil até R$ 10 milhões. Essa ação já havia sido anunciada no final de 2016 pelo governo federal e sua realização foi confirmada – algumas obras já estão em andamento e uma parte importante já foi iniciada. Segundo o secretário Almeida, a meta é que 50% das obras sejam retomadas até junho e o restante até dezembro deste ano.

O secretário também informou que há um trabalho sendo desenvolvido pelo governo para ampliar a ação para obras de maior valor - acima de R$ 10 milhões e, possivelmente, até R$ 100 milhões – garantindo, assim, o término de um conjunto de obras que estão em andamento em áreas como de saneamento, recursos hídricos, mobilidade urbana, rodovias, e muitas outras. O grande esforço é para que as obras obtenham os recursos necessários e não parem, para dar segurança aos usuários e às empresas que serão responsáveis pela execução e finalização dessas construções.

A iniciativa desta reunião foi uma realização da CBIC, com correalização do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Nacional.

Sabemos que esta ainda é uma fase difícil – talvez uma das maiores crises para muitas empresas – mas é muito importante sabermos que teremos o apoio e o incentivo do governo para retomarmos o caminho do crescimento com a finalização e ampliação de obras e, consequentemente, o aumento da oferta de emprego para os profissionais da área. É com este pensamento positivo que devemos seguir sempre em frente!