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Aqui, mandam as mulheres

É cada vez mais comum encontrar mulheres em posições de chefia dentro das empresas que, juntamente com o seu desempenho, trazem um abrangente leque de mais valias para a empresa em que trabalham. E também é verdade que ser uma mulher com uma carreira de sucesso é, por si só, uma tarefa complicada e mais

06/07/2011

É cada vez mais comum encontrar mulheres em posições de chefia dentro das empresas que, juntamente com o seu desempenho, trazem um abrangente leque de mais valias para a empresa em que trabalham. 

E também é verdade que ser uma mulher com uma carreira de sucesso é, por si só, uma tarefa complicada e mais exigente do que quando falamos de um homem nas mesmas condições. 

A maior parte das mulheres de hoje gere, simultaneamente, uma carreira e uma casa, conseguindo obter resultados tão bons ou melhores que qualquer homem que se move pelo meio empresarial. Aliás, as diferenças entre ambos têm-se mostrado cada vez menores.

Sempre relegadas ao segundo plano no mercado de trabalho, as mulheres estão alçando voos cada vez mais altos. A virada de mesa está sendo tão forte que, no Distrito Federal, elas já superam os homens quando o assunto é salário. A capital do país é, no entanto, a única unidade da Federação em que, no contracheque, o domínio está com elas.

O domínio feminino não pára por aqui. Um estudo encomendado pela Homehunters, administradora de imóveis da cidade de Campinas em São Paulo, apontou que a são as mulheres que na maioria das vezes dão a palavra final quando o tema é a compra de um imóvel.

O gênero feminino já representa mais de 40% da PEA (População Economicamente Ativa), dados que mostram cada vez mais sua participação no mercado de trabalho com manutenção de atividades fora do lar. Entretanto, cerca de 90% dos negócios com imóveis residenciais feitos pela empresa são decididos por elas, segundo dados fornecidos pelo diretor Mauro Vanti Macedo, o que mostra o grande poder de decisão dessas mulheres também neste setor. Para o executivo, “o lar é delas”.

“É ela quem faz a triagem, visita os imóveis e escolhe, restando a apenas alguns homens a assinatura do contrato, quando não é feito pela própria cliente”, diz Mauro Macedo. 

Nos últimos dez anos a Caixa Econômica Federal registrou aumento na busca pela contratação de financiamentos habitacionais por parte das mulheres, que em 2000 representavam 30,2% e atualmente registra 36,1%. Todavia, o maior índice observado foi no ano de 2007, com 39,7%.

Detalhistas, apreensivas, cuidadosas e preocupadas com o entorno do imóvel, elas não abrem mão de obter informações sobre infra-estrutura e conveniência, e para isso fazem sondagens com vizinhos e com amigas. Ao contrário dos homens, costumam permanecer mais tempo no local para analisar tudo. As mulheres sofrem apenas desvantagens quando os imóveis são comerciais, dos quais suas negociações representam apenas 30%.

Não é à toa que o Núcleo de Seguros CBIC, uma das principais operações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção(CBIC), é coordenado por uma mulher.