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Bancos apostam em títulos imobiliários

Grandes bancos com atuação reduzida ou nula em securitização de recebíveis, como Bradesco, Caixa e Citibank, preparam maior distribuição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e fundos a seus clientes. A partir do ano que vem, essas instituições financeiras deverão transformar parte da carteira de crédito imobiliário em valores mobiliários e vendê-los aos clientes para

27/05/2012

Grandes bancos com atuação reduzida ou nula em securitização de recebíveis, como Bradesco, Caixa e Citibank, preparam maior distribuição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e fundos a seus clientes.

A partir do ano que vem, essas instituições financeiras deverão transformar parte da carteira de crédito imobiliário em valores mobiliários e vendê-los aos clientes para levantar recursos para atender a demanda de empréstimos voltados à compra da casa própria.

Essas operações têm como principal objetivo testar a estrutura dos bancos para fazer securitização em larga escala e distribuí-la na rede de atendimento, na forma de títulos como os CRIs e cotas de fundos que incluam esses papéis.

"O ano de 2011 é um divisor de águas. Em 2012 já começaremos a ter alguma operação piloto para testar essas fontes alternativas", afirma o diretor de crédito imobiliário do Bradesco, Cláudio Borges.

Para o executivo, outras instituições devem fazer o mesmo teste a partir do ano que vem. Isso porque a expectativa é que a partir de 2013 a poupança, principal fonte de recursos para o crédito imobiliário, deixe de ser suficiente. "Será uma transição tranquila.

Quando chegarmos em 2014 essa questão já estará equacionada", acredita.

No início do ano, a Caixa Econômica Federal - que possui mais de 70% do mercado de financiamento imobiliário no País - fez a securitização de uma pequena parcela de sua carteira, com a distribuição de cerca de R$ 250 milhões em CRIs em sua rede de agências.

Esse teste também pode ser feito pelo Citibank. O superintendente de produtos e seguros da instituição, Rodrigo Cury, explica que por falta de fontes alternativas, o banco já limita a concessão de crédito imobiliário à demanda dos clientes. "Estamos deixando de ofertar para atender apenas a demanda dos clientes e isso é uma pena", lamenta.

Cury acrescenta que a captação de poupança, com taxa de juros em alta, é mais difícil quando outros produtos de investimento apresentam rentabilidade maior. O que torna a situação do Citibank menos dramática é que uma parcela das operações são quitadas antecipadamente, o que libera parte dos recursos para novas operações.

O superintendente do Santander, Fernando Baumeier, acredita que a partir de 2013 todos os bancos começarão a fazer as contas sobre a capacidade da poupança de suportar o crescimento do crédito imobiliário. O banco já fez uma securitização de parte de sua carteira em 2008, mas foi apenas um teste. "Em um futuro próximo teremos mais espaço para securitizar a nossa carteira", garante.

Já no HSBC, além da securitização, espera-se que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também comece a ser mais utilizado. "Mas para isso precisamos de maior agilidade na liberação de recursos por parte do FGTS", pondera o diretor de crédito imobiliário do banco, Antonio Barbosa. (com informações de Brasil Econômico).