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Expectativas para a Construção Civil em 2017

Um novo ano começa e junto com ele as pessoas carregam a esperança de dias melhores. Mas, no que diz respeito à Construção Civil, o que se pode esperar para 2017? Bom, 2016 foi um ano de altos e baixos e o ano terminou com as atividades do setor e também o PIB em queda

05/01/2017

Um novo ano começa e junto com ele as pessoas carregam a esperança de dias melhores. Mas, no que diz respeito à Construção Civil, o que se pode esperar para 2017?

Bom, 2016 foi um ano de altos e baixos e o ano terminou com as atividades do setor e também o PIB em queda – um tanto maior do que a esperada. Para este ano, a previsão é de as melhorias ainda tardem um pouco e de que o PIB, por exemplo, ainda apresente variação até o final de 2017, onde a expectativa do mercado, segundo Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, é de fechar este ano ainda com recuo de 0,98%.

Uma pesquisa mensal chamada "Sondagem da Construção", realizada pelo Ibre/FGV que mede, entre outros índices, a confiança do setor revelou que no mês de novembro de 2016 o “Índice de Confiança da Construção” (ICST) recuou 2,3 pontos, atingindo 72,4 pontos depois de ter quatro altas consecutivas registradas. Apesar do recuo, o índice manteve-se estável, sinalizando uma acomodação no quarto trimestre do ano passado.

A retomada dos investimentos no Minha Casa Minha Vida e a criação do Cartão Reforma foram boas notícias para o mercado da construção, mas os negócios correntes ainda não melhoraram e, nesse aspecto, as mudanças para melhor ainda devem levar mais um tempo para acontecer.

A Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo, analisa que em comparação com 2015, houve um aumento no número de empresas reportando uma carteira de contratos abaixo do normal em 2016, o que significa que a atividade nos próximos meses ainda deverá se manter baixa e pode explicar o aumento das intenções de demissão nos próximos meses.

O índice que mede a intenção das empresas em investirem no setor da construção também apresentou queda no final de 2016 (em novembro, mais especificamente), atingindo 27,3 pontos, 1,5 ponto menor que o índice observado em outubro e 8,4 pontos inferior à média de uma série histórica com início em novembro de 2013.

Baseado em crises passadas, devemos esperar que o ano de 2017 não seja nem o pior e nem o melhor para a Economia, mas sim ainda um período de acomodação e reestruturação.

O otimismo para o setor vem da análise do consultor econômico Ricardo Amorim, que afirma que, após uma crise, os primeiros setores a se recuperarem costumam ser o automotivo e o imobiliário. Portanto, apesar de ainda não termos notado números significativos que demostrem essa recuperação, as projeções apontam que isso deve acontecer em breve, gradativamente. Ou seja, o melhor momento para investir é agora, uma vez que o pior já passou e a recuperação deve ser lenta, mas certa!