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Brasil precisa de mais engenheiros gabaritados

O Brasil está carente de engenheiros. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o País apresenta um déficit de profissionais qualificados, principalmente, no campo da engenharia prática. As universidades têm capacidade de colocar no mercado, em média, 40 mil profissionais por ano, enquanto a demanda é o dobro disso. Do total de formandos, apenas um terço atua na parte técnica.

26/06/2012

O Brasil está carente de engenheiros. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o País apresenta um déficit de profissionais qualificados, principalmente, no campo da engenharia prática. As universidades têm capacidade de colocar no mercado, em média, 40 mil profissionais por ano, enquanto a demanda é o dobro disso. Do total de formandos, apenas um terço atua na parte técnica. Os demais ou montam a própria empresa, trabalham com consultoria, ou atuam em áreas mais burocráticas, como a financeira e a administrativa. Em razão disso, as perspectivas de mercado de trabalho tanto para quem pensa em ingressar na faculdade, como para aqueles que estão prestes à colocar as mãos no diploma, são animadoras.

Até 2020, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Brasil vai precisar ter 1,5 milhão de engenheiros em ação. O levantamento mais recente, realizado pelo sistema Confea/CREA, aponta que há 820 mil profissionais de Engenharia e Arquitetura registrados nos conselhos regionais. Para o diretor regional do sindicato da categoria (Senge-PR), em Maringá, engenheiro civil da UEM, Samir Jorge, a escassez de profissionais pode estar relacionada à motivação de quem optou pela Engenharia, seja por escolha própria ou influência familiar. "Em alguns casos, o profissional buscou o chamado "canudo", porque a família quis e não porque era o sonho dele", destaca. Para ele, esse é o tipo de influência que pesa na qualificação, pois a graduação por si só é insuficiente para ingressar no mercado de trabalho. " Neste caso, o profissional terá de se aperfeiçoar, se quiser militar na profissão", alega.

Em contrapartida, segundo o diretor, existe outro perfil. "Seria aquele profissional "antenado", que sempre busca informação, seja da profissão ou da conjuntura da sociedade", ressalta.
Para esse profissional, esclarece o engenheiro, a graduação será suficiente, pois com o tempo ele sentirá a necessidade de ampliar o campo de atuação dele, por meio de uma especialização ou algo do gênero. Samir Jorge declara que o perfil que o mercado atualmente absorve é o de um profissional com inteligência social, independente da área de atuação. "Esta é a nova ordem no mundo do trabalho, pois a chance de sucesso está na capacidade de interagir, articular e produzir.

Ter inteligência social, na minha opinião, é a chance de sucesso na carreira, pois não adianta nada o profissional ser bom no que ele faz se ele não souber trabalhar em equipe e entender que a relação de troca é fundamental para o desenvolvimento profissional", declara.

SAIBA MAIS
A profissão de engenheiro civil é regulamentada. O profissional precisa ser inscrito no Conselho Regional (Crea). A legislação fixa, para a jornada de trabalho de oito horas diárias, uma remuneração básica de nove salários mínimos, o correspondente a R$ 5.598,00. Os profissionais trabalham em análises, projetos e execução de obras diversas, tanto na iniciativa privada quanto no setor público.
Também costumam ocupar cargos de gerência e diretoria em diversas companhias, quando conseguem agregar conhecimentos de gestão à bagagem técnica.

Fonte: O Diário