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Casas autossuficientes: Microgeração solar

Uma nova iniciativa no desenvolvimento de residências autossuficientes em energia elétrica para programa habitacional Minha Casa, Minha Vida é a placa PVT - fotovoltaica e térmica, feita de fibra de coco, que capta energia solar e a transforma em eletricidade e água quente, substituindo o chuveiro elétrico.

04/07/2012

Uma nova iniciativa no desenvolvimento de residências autossuficientes em energia elétrica para programa habitacional Minha Casa, Minha Vida é a placa PVT - fotovoltaica e térmica, feita de fibra de coco, que capta energia solar e a transforma em eletricidade e água quente, substituindo o chuveiro elétrico. A Caixa Econômica Federal tem interesse em incluir o aparelho no programa do governo federal. "Já estamos com uma casa piloto em Itaitinga, para que a Caixa estude a possibilidade de utilizar a placa PVT no Minha Casa, Minha Vida. Para os beneficiários seria excelente, pois eles não teriam que pagar nada a mais e poderiam evitar os gastos com energia todo mês", afirma o engenheiro mecânico do Ceará, Fernando Alves Ximenes, que idealizou o material.

Conforme disse, a placa PVT tem capacidade de produzir até 120 KWh por mês. Tal produção, afirma, é mais do que o suficiente para suprir a demanda de uma família de baixa renda, que consome em média 50 KW/h por mês. "Acho que em breve até alguns membros da classe média acharão viável o uso da placa", comenta. Quanto aos custos, Ximenes sustenta que adotar o uso da energia solar não é caro. "A placa solar fabricada com fibra de coco custa até R$ 3 mil, incluindo a instalação, baterias, lâmpadas e chaves", destaca o especialista. "Além de consumir o que geram, as pessoas ainda economizarão na tarifa de energia", fala.

No entanto, para que os projetos se expandam, argumenta o engenheiro, vai ser preciso a população acreditar na viabilidade dessa fonte. "O que precisa é que a energia solar seja popularizada. Ela é viável e realmente funciona. Tem eficiência e é até melhor que a hidráulica, pela sua eficiência", justifica. Sem contar os ganhos para o País, reforça Ximenes. "Atualmente, 30% da demanda de energia no Brasil é residencial. Se apenas 10% dessas casas adotassem a tecnologia, haveria uma redução de 3% no consumo e essa economia equivaleria a três vezes o volume poupado de energia durante o horário de verão. Isso destravaria o sistema e seria uma saída para o problema da eficiência energética", explica. "Se a adesão fosse de 17% dos lares, a economia no consumo seria de 5%, o que corresponderia à energia gerada pelas usinas de Angra I e II", fala.

Fonte: Diário do Nordeste