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Construções Sustentáveis

Edificações com bastante verde, materiais de construção menos poluentes e fontes de energias alternativas são alguns dos pilares de um futuro mais sustentável na construção civil.

03/09/2012

Edificações com bastante verde, materiais de construção menos poluentes e fontes de energias alternativas são alguns dos pilares de um futuro mais sustentável na construção civil. Apesar do amplo número de estudos nas áreas, são poucas as iniciativas práticas e aqueles profissionais que conseguem inovar acabam se destacando na área. Na Paraíba, é possível identificar algumas iniciativas que sinalizam a tendência para os próximos anos.

Os engenheiros alemães Mario Zestermann, Oliver Herzog e Silvia Herzog trouxeram para a Paraíba um painel solar fotovoltaico que transforma energia solar em energia elétrica. Segundo Zestermann, a ferramenta é uma tendência para o futuro e deverá garantir uma maior economia na conta de energia, além de contribuir para a preservação do meio ambiente. É verdade que no Brasil a popularização pode acontecer num futuro um pouco mais distante, mas o engenheiro consegue mostrar que é possível usar as tecnologias a serviço do meio ambiente.

De acordo com o Mario Zestermann, um investimento em torno de R$ 11 mil é necessário para introduzir o sistema em uma casa que gera aproximadamente 250 kw/hora mensalmente. A irradiação solar na Capital permite que o painel consiga gerar energia entre as 6h e as 17h. Para não encarecer o custo da produção do sistema, o engenheiro afirma que optou por não utilizar baterias para armazenar a energia, evitando também problemas mais frequentes de manutenção. O engenheiro garante que as peças que compõem o sistema fotovoltaico são de alta resistência e só precisam de manutenção a cada 25 anos.

Na casa de Zestermann, o painel que capta a energia solar ocupa uma área de 5x2 metros de comprimento e pouco mais de dois metros de altura. Segundo Zestermann, a extensão do painel normalmente obedece a esse padrão, mas a altura deve ser calculada de acordo com a irradiação solar no local.  O painel conduz a energia solar para um inversor (importado da Europa), que gera energia elétrica e distribui para todos os cômodos da residência. Dentro da casa, um sistema de monitoramento permite que o usuário saiba qual foi a quantidade de energia gerada em todos os dias do mês.

Mario Zestermann explica que decidiu trazer o sistema para a Paraíba por causa das condições climáticas, que favorecem a geração de energia solar. "João Pessoa, e o Nordeste em geral, é um lugar ideal para esse sistema, porque o nível de irradiação solar é intenso. É por esse motivo que desenvolvemos o projeto por aqui", observa. No entanto, o alemão avalia que, apesar das condições menos favoráveis, a tecnologia está se popularizando mais rapidamente em estados do Sul do Brasil.

O maior entrave para a popularização do sistema fotovoltaico ainda é a questão financeira. "Produzimos mais do que gastamos, mas não há o retorno do excedente", avalia Zestermann. Entretanto, a resolução normativa n° 482, publicada no Diário Oficial da União, em 17 de abril deste ano, prevê que as concessionárias de energia elétrica devem oferecer um sistema de compensação em que o usuário acumula créditos decorrentes da geração de energia através da fonte alternativa. Assim, a energia gerada pelo sistema fotovoltaico será transformada em descontos na conta de energia elétrica. Segundo o engenheiro, a Energisa comunicou que passará a adotar o sistema de compensação a partir do dia 15 de dezembro deste ano.

Fonte:
CBIC