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Rio + 20: Daniel Hoornweg defende novas métricas para se pensar em “cidades verdes”

A importância de se construir cidades sustentáveis, com novas arquiteturas e novas formas de financiamento foi o tema central da palestra de Daniel Hoornweg, especialista chefe do Banco Mundial para assuntos de desenvolvimento urbano. Ele destacou a necessidade de se usar  novas métricas para se pensar em  uma “cidade verde”, como o chamado Metabolismo Urbano.

21/06/2012

A importância de se construir cidades sustentáveis, com novas arquiteturas e novas formas de financiamento foi o tema central da palestra de Daniel Hoornweg, especialista chefe do Banco Mundial para assuntos de desenvolvimento urbano. Ele destacou a necessidade de se usar  novas métricas para se pensar em  uma “cidade verde”, como o chamado Metabolismo Urbano.

“É a métrica que mostra quanto material urbano entra e sai de uma cidade em determinado período de tempo. Quanto se produz de lixo, quanto se consome de água, de energia e outros dados. É como medir o colesterol de um ser humano. São informações muito importantes, em especial  para o setor de construção”, disse Daniel.

O especialista do Banco Mundial frisou a urgência de se mudar a forma de construir e de se pensar as cidades destacando que dois milhões de pessoas se adicionam aos centros urbanos em todo o mundo semanalmente. “Vamos duplicar a quantidade de lixo no mundo de hoje a 2025”, indicou Daniel.

Para tornar clara como a forma de se construir está diretamente ligada à sustentabilidade, Daniel mostrou três áreas da cidade de Toronto, no Canadá, em que os moradores têm mesmo nível de riqueza e escolaridade, mas têm níveis bem distintos de produção de gases que causam o efeito estufa. “A diferença entre os três bairros é o tipo de desenho da vizinhança. Então, precisamos construir bem, da forma correta, as cidades para ajudar a controlar o efeito estufa”, comentou Daniel.

“Alemanha e Suécia conseguiram baixar a emissão de seus gases em 5% e enriqueceram durante esse período, com mais eficiência e melhor planejamento”, prosseguiu Daniel, desmistificando  a ideia equivocada de que sustentabilidade exige aumento de custos.

Fonte: CBIC