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A Construção Civil em 2017

O ano ainda não chegou ao fim, mas já podemos analisar o comportamento da construção civil ao longo de 2017, após uma das piores crises que nosso país já enfrentou.

09/12/2017

O ano ainda não chegou ao fim, mas já podemos analisar o comportamento da construção civil ao longo de 2017, após uma das piores crises que nosso país já enfrentou.

O bolso do consumidor ainda não sentiu totalmente a melhora econômica, contudo alguns indicadores macroeconômicos de desemprego, taxa de juros e inflação sinalizam retomada da economia. 

Veja a seguir o histórico dos principais indicadores macroeconômicos:

O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado e em 2017 podemos identificar uma retomada do crescimento nos primeiros 2 trimestres deste ano. 

PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB)*


Fonte: IBGE.

* Variação percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Índice de Preços ao Consumidor é uma medida do preço médio necessário para comprar bens de consumo e serviços. O índice, calculado por institutos nacionais de estatística, é usado para observar tendências de inflação e até de Agosto/17 o índice vinha apresentando 12 meses consecutivos de queda, voltando a crescer no terceiro trimestre.

ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR

Fonte: IBGE.

* Variação percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.


Como se pode  observar, no final de 2017 ocorreu um aumento da produção de insumos e do índice do volume de vendas de material de construção,  denota uma retomada do crescimento do setor em 2018. 

No segundo semestre, o emprego no setor ensaiou uma leve recuperação e teve a segunda alta mensal em agosto, com a criação de 1.017 novos postos de trabalho com carteira assinada no mês. No acumulado do ano, a construção civil fechou 30.330 vagas, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. 

PRODUÇÃO DE CIMENTO

Em entrevista realizada pelo Valor Econômico com o executivo Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), ele admite que a retomada do consumo de cimento será lenta. Relata que desde 2014, quando as vendas totalizaram 71 milhões de toneladas, a diminuição atingiu 25%. Este ano as projeções são de 54 milhões de toneladas.

No entanto, de acordo com o executivo: “Se compararmos o fechamento de 2016, quando tivemos queda de 11,7% nas vendas, com o acumulado até outubro, atingimos um ganho de 5 pontos percentuais". Acrescenta que a retração este ano deve atingir 6%, o que está em linha com suas projeções de quase metade da queda ocorrida em 2016.


LANÇAMENTO E VENDAS DE IMÓVEIS

Por meio de algumas prévias operacionais já divulgadas, é possível notar que houve uma melhora nos desempenhos dos lançamentos e vendas de imóveis no terceiro trimestre deste ano e em todo o acumulado dos meses anteriores, em comparação com os mesmos períodos do ano passado. 

De julho a setembro, os lançamentos cresceram 54%, para R$4,02 bilhões e as vendas líquidas contratadas aumentaram 74%, para 4,5 bilhões. Em nove meses, o Valor Geral de Vendas (VGV) lançado cresceu 28%, para R$ 9,75 bilhões. As vendas subiram 25%, para R$11,14 bilhões. 

De acordo com pesquisa conduzida pela CBIC os indicadores sinalizam recuperação do setor desde o início de 2017. Abaixo alguns dados extraídos deste estudo referente ao primeiro e segundo trimestres de 2017. 

No primeiro semestre de 2017, alguns indicadores se destacam, como: 

  1. Vendas superaram em 41,2% os lançamentos (17.135 unidades a mais vendidas); 
  2. Vendas e lançamentos do segundo trimestre de 2017 superaram o primeiro trimestre em 17,4% e 59,8%, respectivamente; 
  3. O primeiro semestre de 2017 teve queda em relação ao igual período de 2016 tanto em vendas como lançamentos em 5,1% e 21,6%; 
  4. A oferta final do primeiro semestre de 2017 apresentou queda de 16,4% em relação ao 1 semestre de 2016; 
  5. A participação no semestre de lançamentos e vendas é majoritariamente ocupada por 2 dormitórios em mais de 50%.

No segundo trimestre de 2017 houve o lançamento de 16.813 apartamentos, representando um aumento de 59,8% se comparado ao primeiro trimestre de 2017 e queda de 10% se comparado ao segundo trimestre de 2016, sinalizando recuperação de lançamentos no segundo trimestre.


Os estoques foram reduzidos devido às vendas terem sido maiores do que os lançamentos. A quantidade de imóveis residenciais novos para venda em junho era de 133.544 unidades. Houve redução de 7,6% se comparado ao mesmo período de 2016. O crescimento em lançamentos foi acompanhado pelo crescimento em vendas.

Fonte: CBIC/CII | Elaboração: Brain


Fonte: CBIC/CII | Elaboração: Brain


Unidades lançadas versus vendidas


Fonte: CBIC/CII | Elaboração: Brain

Além de mais lançamentos e aumento nas vendas, há uma maior procura por parte das incorporadoras por terrenos. Os compradores, também estão procurando mais por imóveis e os bancos privados, por sua vez, sinalizando um interesse maior na concessão de crédito, o que ratifica esse novo e mais saudável caminho que começa a ser trilhado pela nossa indústria.

Só nos resta observar, aguardar e torcer para que a nossa nova realidade seja ainda melhor do que a que vivíamos anteriormente à crise. Com esperança aguardamos o último mês de 2017 para entrar em 2018 com o pé direito!

Para acesso ao relatório completo da CBIC, clique aqui