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Building Information Modelling (BIM): o que é e como vai ajudar a indústria da construção civil a crescer nos próximos anos

Abordagem para planejamento e acompanhamento de obras facilita acesso de todas as áreas envolvidas nos projetos e, assim, diminui risco de erros e custos desnecessários.

14/07/2018

A partir de 2021 todos os empreendimentos brasileiros da construção civil no setor público deverão utilizar o Building Information Modelling (BIM). A obrigatoriedade deve ser oficializada ainda este mês pelo Governo Federal. A primeira medida foi a publicação do Decreto nº 9.377, em maio deste ano. O documento institui a “Estratégia BIM BR”, responsável pela disseminação do Building Information Modelling no Brasil e pela estruturação do setor público para adotar o BIM, e tem como objetivo incentivar o investimento na tecnologia em todo o país. Para alavancar o projeto o governo instituiu ainda em 2017 o Comitê Estratégico do BIM (CE-BIM). Ele é composto por representantes do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e de outros seis órgãos e ministérios.


O BIM trata-se de um conjunto de tecnologias e processos integrados que permitem uma visão ampla de toda a obra, servindo a todos os participantes durante o ciclo de construção. Segundo a publicação “BIM BR – Construção Inteligente”, produzida pelo CE-BIM, a ferramenta permite o levantamento de quantidades, estimativa de custos e realização de análises diversas (como energética, acústica, estrutural etc.) antes da efetiva execução da obra. Os benefícios, claro, são muitos: um planejamento mais preciso reflete diretamente no prazo e no custo do projeto.




Outra grande vantagem da aplicação do BIM é o acompanhamento simultâneo por todas as áreas. A partir de simulações, disciplinas como arquitetura, estrutura, instalações hidráulicas e elétricas podem ser readaptadas para prevenir erros ainda na fase de planejamento. Além disso o projeto é desenvolvido de maneira colaborativa, pois qualquer alteração é percebida por todos e pode receber as devidas considerações sobre seus impactos no empreendimento. Ainda de acordo com o documento redigido pelo Comitê Estratégico, “o BIM proporciona a redução de erros de compatibilidade, otimização dos prazos, maior confiabilidade dos projetos, processos mais precisos de planejamento e controle de obras, aumento de produtividade, diminuição de custos e riscos e economia dos recursos”.


Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas publicados este ano, 9,2% das empresas de construção já implantaram o BIM – elas correspondem a 5% do PIB do setor. A partir destes números a Estratégia BIM BR traçou alguns objetivos, como reduzir o custo das empresas em 9,7% e ter o sistema implantado em pelo menos 50% do PIB da Construção Civil. Outra perspectiva interessante é aumentar a produtividade a ponto de elevar o crescimento do setor de 2% ao ano para 2,6% ao ano entre 2018 e 2028 (um incremento de 28,9%).


A adoção de um protocolo como o BIM para acompanhar o andamento das obras é importante para evitar surpresas. O que também garante a tranquilidade do incorporador é contar com um seguro adequado às suas necessidades, como é o Seguro Qualidade Estrutural da GEO | Convênio de Seguros. Esse seguro garante danos causados à estrutura do imóvel e mantém o acompanhamento permanente da construção segurada, além de preconizar as Normas de Desempenho (NBR 15575), primeira norma a tratar da qualidade e da utilização dos produtos da construção civil pelos consumidores.



Nesta série de vídeos abaixo, a Diretora da GEO | Convênio de Seguros dá uma introdução ao Seguro Qualidade Estrutural, tirando dúvidas sobre como funciona esse seguro, como contratar e quanto custa.