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Concreto mais resistente e sustentável a partir de garrafas plásticas!

MIT fortalece concreto com plástico reciclado

23/02/2018

Um concreto 15% mais resistente que o convencional, foi desenvolvido por alunos do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos. Esses estudantes criaram uma tecnologia que permite utilizar o plástico reciclado de garrafas descartáveis no preparo do cimento.

O projeto nasceu com o objetivo de encontrar maneiras para reduzir as emissões de gás carbônico na atmosfera. Por ser o responsável por aproximadamente 4,5% das emissões desse gás, o concreto foi o material escolhido para as pesquisas.  

Para a fabricação do novo concreto, as garrafas plásticas são transformadas em um pó fino que é posteriormente misturado com cimento, água, pedra e areia. Por isso, a técnica empregada exige uma quantidade menor de cimento (aproximadamente 1,5%).  

De acordo, com Michael Short, professor assistente do Departamento de Ciência Nuclear e Engenharia do MIT, o impacto global dessa redução é muito relevante. “Quando você reduz isso em 1,5%, você já está eliminando 0,0675% das emissões mundiais de carbono. Isso é uma quantidade enorme de uma só vez”, explicou em entrevista ao MIT News.

A reutilização de garrafas plásticas como aditivos de concreto também reduz os danos ambientais que este material causa ao meio ambiente.

Um levantamento recente realizado pelo Euromonitor, a pedido do jornal britânico The Guardian, traz um número alarmante quanto ao crescimento na utilização de garrafas pets no mundo: em 2016 foram vendidas mais de 480 bilhões de unidades. Infelizmente, estima-se que menos da metade dessas garrafas foram recicladas. As sobras foram parar em aterros sanitários ou estão poluindo a terra e os oceanos. E este número deve ser 20% maior em 2021, chegando em 583 bilhões de unidades vendidas em um ano.

Especialistas afirmam que o impacto ambiental provocado pelo lixo plástico, deverá ser pior do que aquele causado por mudanças climáticas, principalmente no oceano. De acordo com um relatório apresentado pela Fundação Ellen MacArthur no Fórum Econômico Mundial de 2016, os oceanos terão mais detritos desse material do que peixes em 2050. 

O novo concreto poderá ainda ser empregado na produção de estruturas mais resistentes e flexíveis, a exemplo de calçadas, muretas, pontes e até mesmo prédios.  

Sobre todos os benefícios que podem ser proporcionados pela adesão do projeto, Short acrescenta: “Há uma enorme quantidade de plástico que termina em aterros anualmente. Nossa tecnologia tira o plástico do aterro sanitário. Quando usado como aditivo, reduz a quantidade necessária de cimento usado para fazer concreto, que por sua vez reduz as emissões de dióxido de carbono... E, para edifícios, poderá ajudar realmente a tornar as construções mais fortes”.

Nós, do Convênio de Seguros, fazemos votos de que este projeto se torne uma realidade e que possamos reduzir os malefícios causados pelo homem ao meio ambiente. 

No entanto, enquanto essa tecnologia não está disponível aqui no Brasil, você pode conferir o artigo que ensinamos as melhores maneiras de gerenciar os resíduos da sua obra, clicando aqui


Fonte imagem: http://bit.ly/2lf7z9Q