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Novas Tecnologias e Sustentabilidade na Construção Civil

Conheça técnicas e materiais que garantem a viabilidade do negócio sem comprometer o meio ambiente.

14/07/2018

Seis vetores devem ser contemplados quando da concepção de um projeto imobiliário: funcionalidade, segurança, durabilidade, viabilidade econômica, estética e impacto ambiental. O principal desafio é atender a todas estas faces de forma harmônica e equilibrada, alcançando um nível de excelência como negócio e produto. Ainda que o fator econômico seja primordial, ele não deve menosprezar aspectos como durabilidade e impacto ambiental – daí o desafio ser harmonizar os vetores. 


O conceito de desenvolvimento sustentável ganhou força a partir dos anos 1950, quando a sociedade começou a perceber os impactos da degradação do meio ambiente em razão do crescimento populacional e da urbanização sem planejamento. Nos anos 1990 constatou-se que cerca de 50 mil espécies eram extintas por ano e, além disso, descobriu-se que mesmo os recursos minerais eram finitos. Ou seja: população e nível de exigências das construções estava aumentando, enquanto os recursos naturais estavam diminuindo. A equação não caminhava para um final feliz.


É para solucionar este problema que técnicas surgem a cada ano. A construção modular, por exemplo, reduz o desperdício de materiais e a formação de entulho por utilizar módulos pré-fabricados sob medida. O processo de montagem é seco e mantém o canteiro de obras mais organizado. Na equalização com o aspecto econômico, agiliza a execução e economiza em mão de obra. O mesmo princípio é aplicado ao conceito light steel frame, que usa aço galvanizado também preparado com antecedência para ser montado no local da obra.


Com o avanço tecnológico as paredes de projetos modulares ganharam revestimento termoacústico, agregando conforto. O mesmo tipo de tratamento é dado a contêineres reutilizados. Graças ao espaço interno estes equipamentos se tornaram opções rápidas, fáceis e baratas para instalações residenciais ou comerciais. 


Independente do modelo escolhido, é fundamental optar por fontes sustentáveis ou renováveis de energia e recursos naturais. Sistemas de economia e reutilização da água e painéis fotovoltaicos são as principais tendências neste sentido. 


Caso não haja condições de fazer ou refazer um edifício, a solução é adaptá-lo. O processo conhecido como retrofit consiste em modernizar um equipamento considerado ultrapassado – e ele se aplica também às metas de sustentabilidade. Não é preciso fazer uma grande reforma para limitar a vazão de água ou a fonte de energia, por exemplo.


Materiais


A escolha do material de construção já pode levar em consideração a preocupação com o meio ambiente. Artigos como tijolo de solo cimento (novo ou reciclado) se popularizaram justamente por isso. Tendo o solo como componente principal, aliam o cimento como cole e a água para permitir a modelagem. 


Além de dispensar mão de obra qualificada para serem produzidos, podem ser feitos no próprio local da obra e ainda permitem a passagem de tubulações entre os furos. Por serem prensados sem necessidade de queimar, o processo de fabricação é totalmente limpo. 


Já a madeira pode ser certificada, o que garante a manutenção florestal em sua origem, ou de demolição. Esta última não pode ser ignorada como forma de dar um novo direcionamento a um produto que seria descartado.


Certificações


Para atestar que uma construção é sustentável, diversas certificações foram criadas. A mais conhecida (e reconhecida) é a LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), criada pela ONG americana U.S. Green Building Council. Ela leva em conta justamente os critérios de racionalização de recursos hídricos e energéticos. Seu escritório no Brasil foi inaugurado em 2007, quando começou a incentivar a adoção de práticas sustentáveis por aqui.



Segurança


Ao optar por uma construção sustentável o acompanhamento da obra e, depois, da edificação se torna ainda mais importante. Mais do que acompanhar, é preciso garantir que nenhum imprevisto atrapalhe os planos. Por isso a GEO | Convênio de Seguros oferece os seguros Qualidade Estrutural e Riscos de Engenharia.


O seguro Riscos de Engenharia cobre danos havidos no período da construção e a manutenção nos seis meses seguintes. Já o Qualidade Estrutural garante a reparação dos danos estruturais do imóvel por um período de cinco ou dez anos após a conclusão da obra. Garanta a proteção ao meio ambiente e ao seu negócio acessando o primeiro projeto de seguros totalmente on-line do Brasil especializado em Construção Civil.


Nesta série de vídeos, a Diretora da GEO | Convênio de Seguros dá uma introdução aos Seguros Riscos de Engenharia e Qualidade Estrutural, tirando dúvidas sobre como funcionam esses seguros, como contratar e quanto custam.